terça-feira, 30 de novembro de 2010

Quem Sabe é Gente

À menina da janela, que gostaria de ser tudo quando só é nada,
e quando alcança o tudo maqueia o vazio,
e ela continua nada.

Quase gosto de pouco quando quase muito não tenho mais sopro.

Ela vive com quem sente medo do vazio,
e por morte começa a esborrar na beira do copo,
coisa de quem não é gente.

Ele é complexo, não tenho medo, ele tem não alma e disso ela eu tenho tem medo.

Sou estranha sendo completamente normal.

Vocês talvez, talvez conhecem. Ela talvez nem se conhece.

Não me engano vivo por criar ilusões. Eu crio. Ela nem olha, joga a borracha!

Sou o que sou, não sou o que faço

Desculpe-me, mas, as palavras são a suas faces.

Ela não vive sem elas,
sem elas me sinto esgotada,
e muitas vezes por elas,
ela é esgotada.
As palavras, quem diria ela...

Nunca fui o que quis nem o que esperavam.
Nem muito menos ela.

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