domingo, 19 de outubro de 2008

Noite de Vaga-lumes

Não há nada a se fazer se o certo virou errado.
Não há nada a se fazer se o amor virou ódio.
Não há nada a se fazer se a vida virou lixo.

Sei que ti e mim não são eu.
Não tenho roupa nem casa.
Não tenho dinheiro nem prata.
Não tenho compaixão nem pudor.
Desculpe-me, mas, o ver não é saber.

Aprender não é compreender.
A vida não é bonita,
para os olhos de quem a vê.

O vaga-lume chama as suas fêmeas,
Mas, as vezes chamam a si próprios.
No amor e no jogo a lida é a mesma.
Aprenda a ganhar e a lidar-se com o que ganhou.
Em uma noite de nuvens e chuvas,
quando não vemos a lua,
fico perdida e abatida.

A lua é a minha guia.
Pois, quando tu partiu foi ela,
a única que me ouviu.
Não tenho nada a dizer se o que era belo se enfeio.
Não tenho nada a dizer se você foi e não voltou.
Não tenho nada a dizer se o que ficou do amor foi solidão.

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